quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Mar

Ela decidiu fazer suas caminhadas matinais pela praça do centro da cidade do litoral.
Por estar sozinha, colocou seus fones de ouvido para tentar fugir da realidade.
Quando finalmente chegou a areia da praia, decidiu tirar os fones para sentir o som das ondas do mar. O som a consumiu de tal forma que ela deixou sua caminhada para outro dia, tendo assim a oportunidade de se sentar na areia e admirar o mar.
Pelos minutos que ficou ali, ela sentiu a brisa refrescante e o som calmo do mar. Eram duas coisas diferentes, porém combinavam perfeitamente.
Ela reparou que as ondas somente existem por causa do vento, sem ele, seriam apenas litros de água salgada.
Ela achou incrível como até mesmo as coisas simples dependem umas das outras.
Enfim, ela tomou conta da necessidade que tinha sas outras pessoas, então colocou de volta seus fones de ouvido e voltou para sua casa, de onde ela procurou aqueles rostos que acreditavam estarem perdidos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Batom Vermelho

Somente uma manhã de verão na cidade paulistana, um dia normal.
Ela se levantou, deixou de lado os lençóis vestiu os chinelos e foi ao banheiro.
Ao passar pela frente do espelho, ela se deparou com a imagem de uma pessoa ao qual ela desconhecia a origem. Bastou passar a mão sobre sua testa para perceber que se tratava de sua face refletida na parede por meio de um espelho.
Ela percebeu como havia mudado, seus lábios haviam se tornado mais carnudos, seu rosto afinado e seu corpo havia tomado forma. Ela não era mais a mesma.
Seu susto fora tão grande que suas pernas amoleceram por alguns segundos. Ao se recompor, ela sentiu uma enorme nostalgia de sua infância, onde ela poderia correr descalça pela grama sem se preocupar com as unhas de seus pés. Ela se lembrou das promessas que fazia para as estrelas, que seria uma mulher independente, sem precisar dar ouvidos para as palavras jogadas ao vento. Ela olhou em sua volta e achou patética a cena de chorar sentada ao vaso do banheiro choramingando pela vida que não havia planejado.
Novamente, ela se olhou no espelho e enxergou uma mulher que deseja sair e correr atrás da tão sonhada independência. Ela decidiu não se precipitar e aproveitar a juventude que tem, assim mesmo: dependendo de seus pais mas aprendendo e treinando sua independência futura.
Ela abriu a gaveta do gabinete do banheiro, passou aquele ousado batom vermelho, trocou de roupa e escondeu seus olhos por um par de óculos escuros. Pegou seus fones de ouvido e foi de encontro à sua tão sonhada liberdade.

sábado, 6 de setembro de 2008

Dama da Morte


Entre seus olhos furiosos e sua feição amorosa, és tu tão bela querida Morte.

Seu sorrisome atrai, seus longos cabelos me encantam e sua pele macia me convida.

És tu, dama da paz, que me levará numa barca de esperança ao lugar que tanto espero.

És tu bela dama, que me levará a quem me deixou neste mundo dominado pelo egoísmo.

És tu rainha do início que me levará de volta d'onde eu vim, d'onde formei meus sonhos, na esperança que se realizassem neste lugar farto de cores eufemistas que tentam me iludir. Mas já abri meus olhos.

Quero voltar, dama de negro, ao seu lado, d'onde essa criatura não deveria ter saído.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

As Frias Flores do Inverno


Era uma gelada manhã de inverno e ela acabara de se levantar.
Calçou os chinelos e desceu para a cozinha para tomar café. Após a refeição ela se sentou no sofá para ver o que passava na TV.
Cansada de mudar de canal constantemente, ela abriu a janela da sala que dava de frente para a rua e percebeu que as pessoas lá fora se divertiam com seus sorrisos calorosos e cachecóis compridos que encostavam o chão.
Ela subiu para seu quarto, abriu o guarda roupas e tirou o primeiro casaco que havia por lá. Sentou-se na cama e vestiu suas longas botas de inverno. Ao se levantar, ela colocou suas mãos delicadas por dentro dos bolsos e encontrou uma carta.
Ela não sabia a origem da carta, somente sabia que estava lá. Curiosa, abriu o papel enquanto descia pelas escadas.
Um vento forte sopra e leva de carona o pequeno pedaço de papel, fazendo-o cair na calçada molhada pela noite urbana.
Ela saiu correndo em direção à carta e ao encontro ao pequeno papel.
Assim que ela o pegou na mão, percebeu que era tarde demais para ler a mensagem, pois a tinta havia borrado tornando a mensagem praticamente ilegível.
Após voltar para casa, ela observou o papel novamente, agora mais seco. Por entre os borrões de tinta ela observou as palavras “Sinto muito”.
Desconfiada, ela pegou o telefone e ligou para a amiga que ela não via por dias por culpa da mágoa. Depois de uma longa conversa pelo telefone, ela percebeu que se tratava de uma carta de desculpas, as palavras inúteis haviam sido apagadas pela água, restando somente as palavras que realmente importavam.
Ela sorriu, pegou as chaves e foi de encontro com as pequenas flores que resistiam naquele inverno gelado.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ela e a Natureza



Sentada na grama ela teve a visita do vento que cochichou em seu ouvido as palavras mais belas. A brisa bagunçou seus cabelos e os raios solares aqueceram sua face límpida.
A sombra que a protegia era devida as árvores que sonhavam em alcançar o céu. E foi lá mesmo, naquela grama molhada que ela adormeceu.
Ela teve sonhos terríveis, dignos de um filme de horror. Ao acordar, ela estava com o rosto soado, devido o sofrimento.
De inicio, ela teve receio em abrir os olhos, mas bastou levantar suas pálpebras para perceber os raios do sol em meio de um crepúsculo que escapavam pelos galhos das árvores. Por ser uma típica tarde de verão, o fim de tarde cedeu à garoa fina.
Mas ela decidiu ficar ali mesmo, e ser banhada pelas gotas que pingavam do céu e molhava seus pés. Mesmo que muitos a chamem de louca, ela ficou ali, em companhia com a garoa da estação.
Ao escurecer, ela voltou para casa, subiu as escadas e foi ao seu quarto, deitando em sua cama e indo de encontro ao sono, num lugar onde não havia nada além do teto.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Flores Mortas

Andei por entre quartos escuros, quartos que se escondiam do mundo real, quartos por onde não se ouviam muitos passos.
Lentamente, me aproximei do interruptor para que me fornecessem luz. A escuridão se fora, deixando para trás uma imagem deplorável. Um quarto que antes fora o mais resplandecente cômodo da moradia, hoje não passara de um simples porão soterrado por lembranças.
Pelo chão, flores em vasos decorados pelas teias de aranhas e vestidos num manto de pó. Flores podres mal cheirosas que antes foram a mais apreciada decoração da casa. Flores que antes custavam uma fortuna, hoje não passam de restos mortais de uma beleza vivida num jarro de porcelana.
O quarto tinha cheiro de passado, onde lembranças de outras vidas possuíram minha mente, fazendo-me sentir calafrios onde minha espinha tremia e gemiam meus dedos de frio.
Levei minha mão de encontro com a maçaneta e fechei aquela porta que chorou com o adeus ás lembranças de uma vida em que não vivi.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Estrelas Sorridentes

Realmente, eu não tinha nada para fazer naquela noite. Não havia nada de bom passando na TV , então decidi ir para fora admirar o crepúsculo.
Observei desde a paisagem de cores quentes ao manto noturno. A Lua me sorria com seu rosto reluzente e as estrelas com sorrisos que pareciam esconder algo.
Provavelmente, muitas pessoas já haviam se confessado para elas.
Decidi contar meus maiores segredos para as estrelas que ficaram ainda mais sorridentes.
Contei para as estrelas a vontade que tenho de ouvir suas palavras jogadas ao vento chegarem aos meus ouvidos sem qualquer obstáculo.
Contei para as estrelas a vontade que tenho de sentir seu perfume fazendo com que meu nariz seja seduzido aos seus cabelos brilhosos.
Contei para as estrelas a vontade que tenho de sentir sua pele acetinada tocar na minha sem qualquer senso de direção.
Pouco tempo depois senti o vento gelado me envolver, conseqüência de sua ausência.
Decidi voltar para meu quarto e me cobri com o cobertor, sempre pedindo para sonhar com você.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Alma Melódica


Sou somente mais uma alma predestinada a luz que não encontrei. A minha vista, uma garota que ao entrar em seu carro, ligou o rádio numa musica bem alta.
Não sei o nome dela, mas achei impressionante. Morri já com idade avançada e a música me trouxe sentimentos passados.
No início da música, uma melodia calma e tranqüila, que me lembrou de quando eu era somente um bebê, sem qualquer preocupação, a não ser crescer.
Alguns segundos bastaram para uma voz suave soltar palavras belas, lembrando-me da minha infância, cuja preocupação fora somente ser feliz e crescer , assim como a música que ganhava cada vez mais velocidade.
Logo, veio o refrão, que me fez refletir sobre o que aconteceu na minha adolescência. Uma mistura de confusão e descobertas, cujo resultado foi uma tristeza que consegui superar.
Alguns minutos e a voz se calou e cedeu espaço a notas musicais aceleradas e misteriosas, assim como foi minha fase adulta, onde eu me calei e dei voz as minhas obrigações e me esqueci de quem realmente era.
Até que a voz retorna e a melodia se acalma, como fora minha velhice, onde me arrependi do que não fiz.
Enfim, a música se acaba, como foi minha morte.
Sou somente uma alma triste e tola, mas encontrei um sorriso naquelas notas musicais.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quem Dera Eu Fosse a Lua

Esta noite, na hora de dormir, decidi abrir a janela para sentir o aroma da lua.

Fiquei admirando-a durante horas, mas não percebi que o relógio continuava com sua velocidade, trazendo juntamente com o tempo, o sono.

Acabei adormecendo sobre a cama desarrumada, mas mesmo dormindo, sentia o aroma da lua vir por entre minhas entranhas e acomodar-se dentro de mim.

No momento, senti como se eu fizesse parte da lua, como se eu fosse a própria. Me senti amada e admirada pelos olhos apaixonados de toda a redondeza.

Bastou abrir meus olhos, para descobrir que tudo não se passara de um sonho. Bastou fechar meus olhos para sentir o calor do sol aquecer minha face de pele de cetim.

Bastaram as lágrimas para perceber que eu sou algo que não pude escolher e que não gosto.

Bastou enxugá-las para descobrir que posso ser quem eu quiser, só depende de mim.


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Tênis Sujo

Eu estava aflita e decidi dar uma volta na praça.
Já era fim de tarde e meu corpo pedia descanso. Deitei minhas costas na grama para admirar o céu que se tornava cada vez mais escuro.
Lindo céu com estrelas falsas,linda paisagem em que não acreditei.
Pedi para a lua me banhar de ternura, ninando-me com sua luz clara e fazendo-me sonhar com dias perfeitos.
A noite cai e a autoridade do sol dá o ar de sua graça e os raios tímidos fazem meus olhos se abrirem.
E me pego deitada na grama macia, numa linda manhã de outono. Levantei-me e visti meu tênis sujo de barro.



quarta-feira, 2 de julho de 2008

Quatro Estações



Era somente mais uma manhã de outono, ela se cansou de ficar em casa. Na rua, ela presenciou a queda das folhas cairem sutilmente no chão coberto pela geada da madrugada.
Andando com passos tímidos, ela estava tão feliz que andava na tentativa de provar para todo mundo que não precisava provar nada para ninguém.
Ela fez questão de esquecer as dores do passado e conformou-se que não era mais criança. Ela somente queria andar na estrada do destino, e quase sem querer encontrar seus verdadeiros objetivos.
Com palavras repetidas ela pediu desculpas e foi embora, deixando seus sonhos de criança para trás.Com a face pálida por conta do frio, ela chorava por sentimentos passados, sabendo que tinha visto coisas que não queria ver.
Ela se lembrou das fantasias que tinha quando era somente uma criança sem sonhos formados.
As perguntas se afundavam em respostas, afundando-a de longe.
Os meses foram passando depressa, e com eles a mudança de estações.
Ela viu os botões de rosa se abrirem com o perfume da manhã, com os raios solares abraçarem-na gentilmente. Ela viu a grama crescer em direção ao sol.
Ela ouviu a lua dizendo-lhe para esperá-la dormir, e somente depois ir embora. Ela viu as estrelas sendo ofuscadas pela luz do sol, sumindo uma a uma.
Ela saboreou das gotas da garoa que caia nos fins de tardes de verão.
Ela viu que o céu é maior, fazendo-a chegar a algum lugar deserto. Sua única companhia era o destino.
Ela, que não se acalmava, desaconselhou a chuva a cair em sua face triste, dizendo-a para cair nas suas costas enquanto ela dorme na grama do jardim de solidão.
Ela descobriu as nascentes que brotavam das curvas das montanhas com picos cobertos por flocos espessos de neve.
Ela estava cada vez mais perto de sua lucidez e cada vez mais longe de seus sonhos. Ela acreditou na existência daquele sentimento secular chamado amor.
Ao descobrir que nada mais existia, ela também descobriu que seu caminho não tinha volta.
Ela fora obrigada a viver a dura realidade.
Ela, que não se acalmava, desaconselhou a chuva a cair em sua face triste, dizendo-a para cair nas suas costas enquanto ela dorme na grama do jardim de solidão. Ao acordar, ela decidiu voltar para casa e sair somente quando o próximo outono chegasse.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Julho de 1987

Era julho de 1987, alguns diziam ser somente mais uma noite de inverno na cidade, outros diziam ser o início de uma lenda.
No bairro, calçadas vazias cobertas pelo gelo que caia sutilmente na face terrestre, impedindo a passagem de qualquer pessoa. Nas ruas, somente uma imagem de solidão onde o frio ponderava a meia noite.
A cidade inteira adormecia, porém alguém resiste em manter seus olhos abertos a dura realidade. Era uma simples menina, cujos olhos negros não escondiam o medo da solidão que apontavam à janela do quarto, levemente embaçada pela geada daquela noite. Seu nariz avermelhado semelhante a uma rosa recém aberta que procurava aromas humanos, mas ninguém estava lá.
A menina se levantou e foi de encontro com um armário que porta que chorava quando aberta. Ela vestiu por cima do pijama um sobretudo preto e galochas de chuva. Foi ao encontro de qualquer pessoa.
Assim que chegou na calçada de casa, a menina vestiu a touca do sobretudo e deu passos cada vez mais largos, em direção de calor humano. No caminho, lâmpadas apagadas e árvores curvadas por conta do forte vento; um completo cenário de filme de terror.
Durante a busca, a garoa tocou gentilmente sua face solitária enquanto que suas galochas amassavam o restante da grama intacta pelo gelo.
Ela passou por uma casa onde somente uma luz predominava acesa, guiando a menina para o lugar onde ela depositava esperanças. Assim que chegou na porta, bateu palmas e acreditou que em alguns segundos alguém fosse aparecer. Somente depois a menina percebeu que a luz acesa não passava de um mero descuido.
Desiludida, a menina continuou sua jornada em direção a praça do centro da cidade, mas ao chegar a única imagem vista fora um cachorro encostado na fonte morto pelo frio cortante. Triste, a menina estava começando a perder as esperanças, quando avista de longe um homem de chapéu e casaco marrom. Ela correu em direção ao homem, agarrou sua mão e com uma pausa em sua respiração ofegante ela sorri, mas o homem não tem reação alguma. Ao olhar sua face, a menina entende que se tratava de apenas uma estátua, e nada mais.
Então, ela decide se sentar num banco com as palavras “para sempre” toscamente esculpidas e decide permanecer por algum tempo, torcendo para que alguém aparecesse antes que o frio rigoroso atacasse ainda mais sua frágil pele de cetim.
Mas ninguém apareceu.
As cores sombrias da noite cederam lugar ao sol da manhã que incentivou a volta dos cidadãos, que encontraram no banco da praça do centro da cidade a imagem de uma menina que teve esperanças, que não resistiu ao forte inverno de julho de 1987.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sorriso de Criança

Na calçada, uma pessoa normal, já crescida e com sonhos formados.

Enquato caminhava pela calçada da cidade coberta por tristezas, ela olha para uma vitrine a sua direita e repara em algo surpreendente. Na verdade, não passava de um objeto especial embrulhado num papel vermelho brilhante, que tinha atraído toda a atenção da cidadã.

Sem pensar duas vezes, ela entra na loja e esvazia seus bolsos para levar para casa aquilo em que ela acreditava ser a melhor coisa do mundo. Ela sai da loja com o simples objeto embrulhado no papel vermelho, refletindo.

Ela decide se sentar na guia da calçada mais vazia para abrir o embrulho, ansiosa.

Seus dedos agiam com agilidade, para não perder tempo. Ela estava ficando angustiada pelo tempo de espera.

Enfim, ela abre o pequeno embrulo e o guarda no bolso, restando-lhe somente um simples pedaçinho de chocolate.

Ela o analisa e depois o coloca inteiro em sua boca faminta.

Naquele momento, seus olhos brilaram, seu coração bateu mais rápido e depois de deliciar, ela voltou a sorrir como criança, aquele sorriso de segredo bem guardado.

Depois de alguns minutos se lamentando o fim do pequeno prazer, ela volta a ser adulta.

O simples pedaço de chocolate a faz sentir nostalgia de sua infância, que ela poderia sorrir e sentir a brisa sem medo do que os outros fossem pensar dela...

O simples pedaço de chocolate fez ela voltar a sua verdadeira identidade; mas somente por alguns segundos, já que o chocolate derretera em sua boca aquecida pela vontade de sorrir.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Fantasmas Imperfeitos

Ela estava finalmente se divertindo.em algum lugar, qualquer lugar, mas com as pessoas que ela amava.
O relógio não parava e suas risadas também não. Era o dia perfeito.
Até o momento em que ela olha para o relógio e vê os ponteiros se aproximando cada vez mais da hora marcada para o fim de seus pensamentos otimistas.
Ela se despediu dos amigos e retornou sozinha para aquela casa em que ela somente enxerga sentimentos sombrios misturados com a dor do descaso.
Ela andava pela calçada com passos cada vez mais largos. O dia passou a ser noite.
Ela ouviu passos que seguiam seus pés errôneos e sentiu medo começando a andar ainda mais rápido.Mas aqueles passos pareciam procurá-la.
Ela se virou e viu aqueles fantasmas do passado que a lembravam dos tempos tristes, dos sorrisos controversos e das lágrimas velozes.
Ela sentiu uma brisa noturna tocar gentilmente sua face marcada pelas lágrimas. Ela tentou correr, mas os fantasmas eram mais rápidos.
Enfim, ela chegou em sua casa e assim que abriu a porta viu aqueles olhos odiosos que procuravam algum argumento para acusá-la de algo onde era inocente.
Eles a acusaram de ser diferente e não ter seguido as condições propostas pela sociedade preconceituosa. Ela começou a se lamentar por não ser perfeita, mas foi em vão a justificativa de que a perfeição não existe.A perfeição não passa de um quadro abstrato que nem todos gostam, mas mesmo assim o seguem, interpretando-o cada mente de uma forma diferente.
Ela sentiu na carne a dor da injustiça e subiu ao seu quarto, em busca de pensamentos que pudessem confortá-la, já que não havia ninguém para falar com ela, a não ser aqueles fantasmas imperfeitos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Lírios na Janela

Ela se cansou da vida, das pessoas, de tudo.
Ela decidiu fazer algumas coisas diferentes. Aquelas coisas que ela sempre quis fazer, mas faltou-lhe coragem.
Ela foi até o jardim de sua casa e colheu os mais belos lírios brancos que pôde ver.
Colocou-os no mais belo vaso de cristal e deixou os lírios de repouso na janela que tinha a vista para a rua.
Ela comprou pequenas velas brancas, acendeu-as e colocou-as na escada, a mesma que ela superou degrau por degrau, e mesma que tinha como destino seu fim.
Ela comprou uma pequena caixinha de madeira e guardou dentro dela as fotos do dia em que ela acreditou ser o melhor de sua vida, com aqueles sorrisos impressos no papel que será devorado pelo esquecimento e pelas traças.Ela colocou cuidadosamente a caixinha na janela, ao lado dos lírios brancos de pureza.
Ela comprou a roupa que tanto desejava e vestiu a peça assim que chegou em sua casa.Ela tirou seus sapatos que protegiam seus pequenos pés delicados e andou descalça pela calçada em direção à rua para tentar ver onde a mesma terminava.Lá ficou ela, por alguns minutos refletindo se continuaria a executar seu plano. A resposta foi sim.
Ela entrou dentro de sua casa, arrancou uma folha de um caderno qualquer e começou a escrever com a caneta azul marinho, tão azul quanto o céu que a esperava. Ela preencheu as linhas do papel com seus sentimentos, justificativas e dores.
Ela fez um envelope retangular para guardar seu simples poema dentro. Colocou-o na janela, ao lado dos lírios.
Ela sentou-se no chão do banheiro e começou a planejar seu plano de fuga mais coerente com seus sentimentos. Decidida, ela retornou a janela com os lírios brancos e começou a chorar lágrimas de despedida e soluços de desejos de uma boa viajem.
Ouviu-se um estrondo.
Ela disse adeus.

Amor Verdadeiro

Perdendo o tempo de minha vida em lugares costumeiros e domados pela rotina, que pude ver meu mundo desmoronar.

Vi risos irônicos apontados para mim, palavras ofensivas pronunciadas pelas bocas dos insensíveis ...Senti aquela enorme solidão que me ataca quando estou ainda mais triste.

Andando na calçada com somente a companhia de meus passos, me perdi num mundo que nunca quis ver, mas naquele dia senti meu coração chorar.

Olhares odiosos me olhavam enquanto eu andava com os passos mais largos que eu consiguia, mas aqueles olhos cheios de ódio voltaram para me assombrar.

Senti o vento bater em minha face e bagunçar meu cabelo. O vento sussurou palavras de dor em meus ouvidos e me fez ter um arrepio de medo. A cor do céu passou das cores alegres e tropicais para aquele azul marinho de solidão, onde as gotas de lágrimas cairam sobre mim, chegando ao ponto de criar pequenas poças na calçada que me faziam enxergar minha face marcada pelas lágrimas negras.

Tudo estava trsite, tudo estava ruim.

Enfim chego em casa. Abrindo o portão, vejo uma bola de pêlos negra levemente manchada de castanho escuro. Aquela coisa me olhou como se eu fosse um deus, sem se importar com minha raça ou estilo. Me senti amada.

Cheguei mais perto, ela pulou sobre meus joelhos e começou a grunir de felicidade.

Ela me fez esquecer de tudo o que me deixava triste apenas me dando um pouco de carinho.Ela não se importa com minha vida financeira, meu cabelo, meus gostos...Ela simplesmente me ama.

Daquele dia em diante, todas as vezes em que eu atrevesso o portão de minha casa e me deparo com aquela bola de pêlos, esqueço dos sentimentos ruins e tenho um dos poucos sorrisos da minha vida.

Mesmo sem poder dizer uma palavra sequer, sinto que ela me ama, e somente com ela aprendi a dizer as mais belas palavras do mundo "Eu te amo".



Essa bola de pêlos se chama Nicoli e me faz sorrir todos os dias, a dez anos...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O Artista Triste

No papel a sutileza da grafite da a luz a uma criatura cada vez menos convencional.
A borracha é passada varias vezes, buscando sempre a maior perfeição da obra. Aquela mesma borracha que esconde as imperfeições da grafite mal guiada.
A régua que guia a grafite para os lugares mais certos; tão certos como o sol que nascerá ao amanhecer.
O papel vai ficando cada vez mais marcado com a identidade do artista triste. Até que nem mesmo a borracha esconde os traços mal feitos, agora permanentes.
O rascunho deixa de ser um simples papel usado e passa a ser o inicio de uma metamorfose que ocorrera em função da criatividade com a emoção.
A tinta começa a ser pingada gentilmente com o pincel fino , criando cores eufóricas no desenho antes sem cor. O desenho vai ficando cada vez mais falso em relação ao sentimento, mas cada vez mais verdadeiro em relação à realidade.
Gotas de lágrimas mancham o papel, causando mescla de cores que muitos acreditavam incombináveis, mas hoje uma verdadeira obra de arte. Do ponto de vista externo, uma simples paisagem, mas no interno a sinjela personificação do sentimento.
Depois de horas criando a obra, o artista sente que entre os dedos a dor culmina. O excesso de trabalho e a pequena dor não o fazem parar, ele precisa chegar ao grande final, aquele que ninguém nunca esquecerá. Gotas de sangue empoçam em seus calos doloridos.
Sua mente não pára. Seu coração também não.
Enfim a arte fica pronta. O artista a coloca gentilmente na janela para que a água do guache evapore junto com suas lágrimas que fizeram o papel manchar.
Depois de seca, o artista decide pendurá-la na parede, para que todas as vezes que ele ficar triste poderá olhar para a parede e ver que seu quadro está lá, fazendo-o lembrar daqueles dias tristes.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Aquele Sorriso

Aquele sorriso que procuro dentro da imensa escuridão de meus pensamentos, aquele sorriso que procuro dentro de mim. Mas ele não está lá... Talvez eu deva procurar melhor.

Aquele sorriso que me faz pensar todas as noites antes de dormir, aquele sorriso que me faria mais feliz. Aquele sorriso que me faria esqueçer daqueles tempos sombrios, onde as dores se refugiavam em meu coração.

Aquele sorriso que muitas vezes achei que não existia.

Aquele sorriso que me faz falta todas as manhãs, me fazendo esquecer dos meus pesadelos da noite.

Aquele sorriso que me faz sonhar com a hisória perfeita, um verdadeiro conto de fadas.

Aquele sorriso que desejei que fosse seu, mas não era... Vou continuar procurando.

Aquele sorriso que se perdeu em qualquer esquina, em qualquer bar.

Aquele sorriso que muitas vezes procurei nos lugares errados, trazendo-me somente mais ilusões.

Aquele sorriso que eu encontrarei pela rua, esperando por mim...

Aquele sorriso que pela falta, me fez derramar muitas lágrimas salgadas...

Aquele sorriso que um dia deixará de sorrir e dirá: " Eu te amo".

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Lua Amante

Ela decidiu dar uma volta pelo centro da cidade.

Era de noite, e a lua estava lá, olhando por ela. Cada vez que a avistava, uma emoção diferente. Seus olhos pareciam não querer enxergar outra realidade a não ser a menina. A lua havia se apaixonado.

Era um amor impossível, e por isso a lua se entristecia a cada vez que o sol fosse embora.

A menina, por muitas vezes desejou que a lua sumisse, ela achava que era um amor tolo, sem qualquer chance de futuro. Mas a lua continuava lá.

Um dia, ela decidiui dar uma volta até o centro da cidade, ela olhava para o céu na tentativa de ver as estrelas, mas... Algo estava faltando...Onde está a lua?

A menina , no momento, sentiu-se aliviada. "Agora posso seguir minha vida em paz"-pensava.

Passavam-se os dias , mas a falta persistia em ficar.

Ao deitar-se em sua cama, a mesma começou a formular respostas coerentes, mas só conseguia chegar a mais perguntas." Como pôde?"- ela se perguntava.

Até que a menina adormeceu.

Os dias se passavam e a pergunta predominava na cabeça da pequena.

Ao andar novamente pelo centro da cidade e menina sentiu imensa falta da lua, aquela mesmo que muitas vezes ela desprezou e julgou ser somente um parasita do planeta. Aquela mesma que ela odiou todas as vezes em que o sol ia embora. Aquela mesma que ela desejou que nunca existisse.

A menina, hoje crescida e conformada, aprendeu uma grandiosa lição: Valorizar a tudo e a todos.

Mas a dúvida ainda predomina: Onde foi parar a lua?

" Não sei, mas onde quer que ela esteja, vou esperá-la aqui, onde muitas vezes ela me esperou".

sábado, 31 de maio de 2008

A menina e o gato


Era uma noite fria de inverno. Tão fria que os vidros das janelas da vizinhança ficaram esbranquiçados.

Mesmo assim, uma manina andava por aquelas bandas.

A rua estava deserta e tudo estava muito escuro. Mesmo com medo, a menina decidiu terminar seu percurso.

Algumas senhoras apoiaram-se na janela e ficavam se perguntado o que uma menina fazia na rua naquela hora da noite.

Mas a menina continuou andando, sem hesitar. Seu único companheiro era um gatinho preto .

Depois de sua longa jornada a menina parou em frente ao único poste de luz que havia encontrado. Porém ele estava quebrado.

As senhoras continuaram não entendendo como a menina continuava andando no escuro, até que uma delas perguntou:" Desista menina! Está escuro demais para continuar! Volte para sua casa e espere até o sol nascer!".

A menina parou, virou-se para a senhora e disse: " Esperar pra quê? Posso fazê-lo hoje... Não me importa se está tudo escuro, aliás, poste nenhum tem a luz que eu tenho nem mesmo tem a luz que me faz continuar mesmo sabendo das minhas dificuldades. Essa luz se chama ESPERANÇA."

A senhora calou-se e voltou a dormir.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Maldito Cotidiano


Um dia, sentei-me num banquinho de uma praça, decidi refletir.

Depois de alguns minutos reclamando de minha vida mentalmente, decidi me levantar e seguir meu percurso.

Ao dar o primeiro passo, coloquei minhas mãos no bolso da calça jeans e achei um papelzinho amassado.Decidi abri-lo.

Nele estava escrito uma espécie de cronograma do meu dia. Tinha horário para tudo; desde provas de geografia até o dia do dentista.

Enquanto andava, fiquei pensando por que que acontecimentos de minha vida tinham hora marcada.

Também, se seguisse meu dia não teria nem graça...

Por isso, joguei o papel fora em um desses lixos públicos e continuei andando.

Naquele dia não estudei para a prova e nem fui ao dentista. Naquele dia mudei o corte do cabelo. Naquele dia troquei de perfume. Naquele dia decidi mudar.

Naquele dia recortei os rostos de celebridades da novela das oito

impressos no papel da revista semanal e os colei no gibi da Turma da Mônica.

Naquele dia decidi que a vida não teria graça se fosse tudo previsível... Naquele dia decidi fazer tudo o que achei que não aconteceria... Naquele dia eu sorri.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Marionete

Ouvi um estrondo. Eu não sabia por onde ele veio, mas sabia que ele estava por perto. De repente ficou tudo escuro. Desmaiei.
Acordei num emaranhado de fios presas por todos os membros de meu corpo.
Virei um marionete.
Naquele momento, percebi que não tinha mais direito de minhas próprias escolhas; agora sou mandada por um homem de capuz negro, cuja identidade eu não conhecia.
Subi no palco. Minha visão era de pessoas se divetindo, mas eu estava vivendo em depressão profunda. Eu sabia que os aplausos não eram para mim.
"Ria! Mecha-se! Ande!"-eles me ordenavam, eu não tinha outra escolha, a não ser obedecer e prever meu fim.
Ninguém sabia o que acontecia nos bastidores. Eles me obrigavam a ser o modelo perfeito de uma pessoa. Tentei explicá-los que a perfeição não existe... Ninguém quis me ouvir.
Trancaram-me num baú antigo. Por ali fiquei dias.
"Será que eles me esqueçeram? -pensei. Não... somente deixei de ser a protagonista do show... Não sou nem ao menos uma figurante... Não sou mais nada.
Depois de muitas luas pensado na fuga perfeita descobri que não havia por onde fugir. Entrei em desespero. Enrosquei uma das linhas em meu pescoço. Não pude me matar, agora sou um mero objeto.
Ao chegar nesta conclusão, lembrei-me do tempo em que eu poderia rir e as lágrimas corriam pelo meu rosto, hoje de madeira.
Só me resta ficar trancada neste baú, esperando que alguém se lembrar daquela velha marionete que ninguém quer tem mais notícias...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Aquele Velório

Havia um velório.
Um velório diferente. Havia somente meia dúzia de pessoas em volta do caixão. Nenhuma delas chorava.Elas comentavam umas com as outras a suposta desconhecida causa da morte de alguém tão saudável. “Seria mero sofrimento?” - pensei.
As flores eram rosas avermelhadas murchas, enfeitadas com fungos. Seus espinhos estavam cortados; sua beleza se fora.
O caixão era de carvalho, grande e tingido de negro. Ele tinha uma cruz no meio e sobre ela um homem crucificado.
As coroas eram grandes, velhas e fedidas. Elas não tenham nenhuma dedicatória ao defunto.
Dei alguns passos curtos em direção do caixão e ouvi um sussurro: “Ela poderia ter mudado enquanto ainda tinha tempo...”
“Então é uma menina!” - pensei. Dei mais um passo e vi a defunta com um vestido negro coberta por margaridas.Elas estavam com as mãos geladas e com as pontas dos dedos meio arroxeadas. Dei mais um passo e vi seu rosto; um rosto que expressava a tão sonhada paz. Ela tinha os cabelos negros e um pouco de algodão no nariz.
Depois de um bom tempo admirando a defunta, ouvi mais um comentário: “Onde ela está agora? Será que ela está nos vendo agora?”.
Curiosa, decidi ver a identidade da menina e fui em direção ao painel.Li meu próprio nome.
Fiquei assustada. Meus olhos confundiam minha mente.
Coloquei os dedos sobre meus pulsos e percebi que estavam com cortes profundos.
Eu havia me matado.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O castelo

Havia uma moradia. Eu não sei de quem, mas ela estava lá.
Ela não é feita de concreto, tijolos ou madeira. Mas sim de areia.Ela está lá já faz um bom tempo.
Ninguém sabe como ela resistiu tanto tempo mesmo sendo de um material tão frági... Mas ela ainda está lá.
Ninguém sabe quem a fez... Mas ela foi feita com muito carinhos, repleta de caprichos.
Ninguém sabe o motivo dela estar lá, mas ela continua lá.
Sabem somente que ela está localizada num lugar onde só há água salgada, sol e muita areia.
Eu não sabia quem a tinha feito, até olhar para minhas mãos sujas de areia e me lembrar daquele dia em que tudo que vinha de mim não passavam de sonhos. Naquele dia, decidi torná-los um pouquinho próximos da realidade, fazendo um castelo.
Mesmo com a brisa se tornando cada noite mais forte e a maré cada manhã mais alta , o castelo permaneceu lá. Basta olhar para trás e perceber que não posso deixá-lo desmoronar, pois o fiz com minhas próprias mãos e meus próprios sonhos.
Quem sabe um dia eu realize todos meus sonhos e para me lembrar de minha luta, bastará passar por esta praia e enfim direi a mim mesma : "Eu venci!".

terça-feira, 13 de maio de 2008

Olhos Azuis

Dentro de minha cabeça mora uma menina.
Ela é muda. Não por deficiência, mas por que ela não tem ninguém para conversar. Ela tem os olhos azuis , assim como a pura água das nascentes.
Ela costuma andar num campo onde sempre está sozinha. Ela costuma se deitar na grama e sonhar com a história perfeita.
Em um desses momentos de nostalgia ela avistou de longe uma colina. Ela rapidamente se levantou e decisiu explorar aquele pedaço de terra desconhecido.
Pela primeira vez ela vê pessoas como ela. A menina sentiu uma enorme felicidade aquecer seu coração, pois ela percebeu que não estava mais sozinha.
Ela ficou parada observando-os . Mas somente conseguiu ver pessoas morrendo e muito sangue. A menina entristeceu-se e começou a chorar.
Era sua primeira vista dos humanos e já sentiu medo.
A menina saiu correndo . Seus pés descalços amaçavam a grama deixando marcas de seus delicados pes.
Em sua alma brotavam lágrimas que fugiam pelos seus olhos azuis.
Enfim ela estava só.
Daquele dia em diante, a menina decidiu mante seus olhos fechados para sempre e seus lábios eternamente mudos.

sábado, 10 de maio de 2008

O amor é somente...

Somente uma coisa ficctícia criada pelos poetas para descrever um caso de frescurite aguda!
O amor não existe! Pelo menos para mim...
Amoe é somente uma palavra enganadora, que dizemos uns aos outros para tentar preencher o espaço vazio em nossos corações...
Não se iluda...
O amor não existe, ou pelo menos deixou de existir para mim!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Briga de amigos

Tem coisa pior do que briga de grandes amigos?
Provavelmente você não saiba, mas quando estou nervosa com uma pessoa que realmente gosto, o que eu faço é sair correndo para ficar sozinha, senão ( com o pavil curtom que tenho) mando todo mundo para o inferno, o que é beeem pior!
Por isso, sofro muito. Se fico eu brigo com eles , se saio eu guardo minhas mágoas...
Realmente não sei o que fazer...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Não tente me entender

Meus desejos são somente pensamentos de uma criança indecisa.Não sei exatamente o que eu desejo, somente sei que o desejo.
Mas, nesse caso, tento encontrar um pedido lúcido dentro de mim, mas o que encontro é somente tristeza.
Tristeza que até parece não der definição, mas ela existe, só tenho que encontrar a razão.
No momento, meu coração está dividido em várias partes, mas uma me intriga: os meus desejos.
Desejos que brotam em meu coração e chagam até minha mente, mas eu não sei o que eles querem dizer.
Será que são desejos bons? Não sei... Não sei se meus desejos são egoístas, não sei o caminho que eles seguem, somente sei que são exclusivos de minha pessoa.
Não sei meus desejos me farão bem, mas não posso fugir deles.
Tento compará-los a algo que já existe, assim poderei compreendê-los, mas como o farei sem antes compreender a mim mesma?
Como poderei correr em direção oposta de meus desejos?
Uma coisa eu não nego: os desejos fazem parte de mim... Mas minha crise de identidade fala mais alto no momento, o que me resta agora é chorar.
Derramar lágrimas negras que percorrem meu rosto em busca de um lugar mais feliz que meus olhos, em busca de algum lugar onde haja esperança.
Elas fogem de dentro de mim e não posso controlá-las, talvez tenham vida própria.
Talvez sejam meus desejos em forma concreta, onde consigo interpretá-las como dor.
Chego à conclusão de que meus desejos somente me causarão dor, mas uma dor inevitável...Talvez uma dor que eu procuro para tentar esconder minha infelicidade.
A dor que esconde minha verdadeira face , causando esta minha crise de identidade contínua...

Picadeiro do Inferno


Vejo sangue de inocentes que não podem escolher o caminho de suas vidas.Eles correm na tentativa de salvarem suas vidas, mas em vão. O laço é mais veloz.

O sangue escorre e a morte os visita.

Ganham o presente maldito: a morte antecipada.Lágrimas negras cobrem o picadeiro do show de horror. O sorriso tomam conta dos autores da obra maldita.

viva o picadeiro da cor do sofrimento, o vermelho!

Viva os dias de glória dos artistas do sofrimento alheio!

Viva nosso mundo sem piedade!

Viva!

E que nas mentes dos espectadores fiquem as lembranças do dia de alegria dos sanguinários e a tortura dos inocentes!

Tudo causado pelo dinheiro e pela fama...

A desgraça já chegou à cidade!

Venham todos, senhoras e senhores! O show já vai começar!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cidade Suja

Hoje decidi voltar da escola a pé.
No caminho, passei pela rua mais movimentada da cidade.
Decidi observar atentamente tudo o que se passva por ela. Fiquei muito triste, já que o que eu mais pude ver eram pessoas estressadas. Elas faltavam com respeito umas com as outras.
Enquanto eu refletia sobre isso, um homem mal-humorado me empurrou (parece que de propósito) e xingou a todos os que por ali passavam. Onde foi parar o respeito?
Eu estava indignada! As pessoas não se respeitavam!
Eu estava triste principalmente pq eu não sabia que esse planeta era assim... Se eu soubesse, nem teria dewsejado nascer...
Mas eu não deveria pensar assim, já que estou aqui para algum motivo: fazer a diferença!
Minha vontade naquele momento era de sair correndo daquele lugar e ir para algum canto sozinha, no silêncio, somente eu e meu pensamento que parece ter vida própria. Mas eu precisava estar lá... Talvez o destino só queria me mostrar a realidade, para eu abrir meus olhos e fazer minha pequena e modesta parte, somente para ver se esse mundo ainda tem jeito...
Quem sabe vc que está lendo este texto possa ajudar também...
O futuro depende da gente...

sábado, 3 de maio de 2008

Hey! É uma Abelinha!

Você pode nem acrediar, mas vc já foi ( ou é) uma pessoas muito criativa!
Quando cranças, não temos medo de sonhar e de mergulhar em nossas próprias fantasias...
Mas...Pq será que não somos mais assim?
Uma vez, em uma aula de física, o professor fez um pontinho de giz na lousa e nos perguntou: " O q vcs acham que é isso?".Todos os alunos ficaram com caras de bobo, mas o medo de responder errado era mais forte, então permaneceu o silêncio, mas somente até o professor questionar:" Até mesmo as crianças do jardim maternal sabem a resposta.".Mas lá ficamos, com um imenso ponto de interrogação sobre nossas cabeças. Até que se ouve uma voz no fundo afirmando ser um pontinho de giz.
O professor tornou a falar:" Elas me disseram que era uma estrela, um miolo de flor, uma abelha... E vcs só me dizem ser um pontinho de giz?"
Sim, era um pontinho de giz, mas tenta imaginar o mico que seria gritar:" é uma abelinha!". Seria um belo King Kong...
Mas pensando bem, eu queria dar minha resposta, que no fim estava certa!
Acho que devo soltar ( ainda mais ) a minha criança interior e falar tudo o que tenho vontade...
Meu vô fazia isso! Ele falava tudo sem parar, até que um dia, a ironia do destino o fez se calar para sempre , e fiquei somente coma lembrança daquela eterna criança que eu tanto me divertia...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quero um Abraço!


Quero um abraço!

Não importa de quem, somente quero um abraço...

Pode ser de urso, aquele bem apertado...

Pode ser de amigo, aquele carinhoso...

Pode ser de mãe, aquele que nos acolhe...

Pode ser coletivo, aquele que sempre cabe mais um...

Não importa! Eu só quero um abraço!

Mas um abraço com sentimentos, um abraço daqueles que eu nunca poderei esquecer... Eu só quero um abraço...

Mas um abraço demorado, daqueles que eu possa sentir o coração do outro... Eu só quero um abraço...

Mas um abraço caloroso, daqueles que me aqueça até no frio do inverno...Eu só quero um abraço...

A parte mais difícil é achar alguem que me abrace! Será que stou perto dessa pessoa? Seré que estou no caminho certo?

Tantas perguntas que não sei responder!

De nada sei... Somente quero um abraço...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Loucura


Minha loucura toma conta de mim.

quando vejo já fiz o que meu Eu queria... Talvez eu ande de mãos dadas com a loucura para um caminho que eu desconheço, mas talvez um caminho que eu queira ir.

Minha mente tenta achar algum pensaamento coerente com a realidade para tentar firmar meus pés no chão, mas a loucura é mais forte. "Força!" é o que eu digo para eu mesma, mas essa eu não poderá ouvir. Ela está dominada!

Seguir meus impulsos é o que passa sobre minha mente não lúcida que busca informações em meu coração para encontrar uma saída, mas eu não quero ouví-la.

Eu faço sem querer, mas faço sempre querendo.

São duas partes de mim que não consigo destingui-las.

São duas partes que eu temo, mas que me tornam esse Eu.

São duas partes, uma que faz o que eu quero e a outra a que eu tenho que fazer.

São duas partes de mim que me deixam LOUCA!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Angústia, Sufoco, Ânsia , Tristeza, Consumismo

Olhei pelo vidro do carro e avistei um mendigo.
E até chegar ao shopping, fiquei pensando.
Era como se algo me sufocasse como se eu quisesse fazer algo no qual eu não poderia fazer nada.
Olhar.Somente olhar.
Olhar para um mundo que não tem volta, olhar para a desgraça, olhar para o meu fim.
Uma angústia desce até meus pulmões: Sufoco.
Sufocada por minhas palavras que não poderiam ser ouvidas, onde somente eu poderia atendê-las. Sufocada, como um ganido baixo de socorro tentando achar sentido em seus desejos.
Uma dor chega a meu estômago: A ânsia.
Ânsia ao ver pessoas gastando suas vidas com coisas inúteis que poderiam fazer a diferença entre as camadas sociais.
A dor sobe ao meu coração: Tristeza.
Tristeza em não poder fazer nada, somente pensar no meu Eu profundo, no meu eu Desconhecido.
Somente gastamos sem pensar no amanhã até que a realidade nos caia á cabeça, a POBREZA.


Pense melhor, diminua seu consumismo se quiser viver num planeta não soterrado pelo lixo e pela desgraça.

sábado, 26 de abril de 2008

Pipoca!

Hoje , eu e minha amiga Isaura decidimos sair e ver nossos "irmãozinhos" na saida de crisma deles.Até ai , td bem, mas chegamos meia hora mais cedo e ficamos lá na praçinha da Igreja jogando conversa fora enquanto comíamos pipoca.
Hum... Aquela pipoca! Me surpreende o fato de que mesmo muitos anos depois ela continuava irresistível! Me lembrei de quando eu era bem pequenininha, mais ou menos uns 5 aninhos e meu pai comprava ela pra mim merecidamente depois de uma hora sentada na igreja ouvindo o que o Padre dizia, mas sempre com o pensamento voltado para a aquela pipoca " Será que hoje eu peço a doce ou a salgada?". Sem falar naquele cheirinho de coisa boa que dava para sentir de longe!
Aquela pipoca que as crianças passam pedem e se perguntam " O que é essa coisa que deixa a pipoca vermelha?". Somente depois fui descobrir que se tratava de um corante ...
Aquela pipoca que me remete á lembrança de quando eu corria atrás dos pombos e ria quando eles voavam desesperados como se dissessem "Ei! Chegamos aqui primeiro!"
Depois de tantas lembranças, eu disse para Isaura: " Quero voltar a ter cinco anos de idade..."

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A Vista de um pé de limão

Hj abri a janela do quarto de minha irmã e reparei numa belíssima vista! Reparei, tbm, q os passarinhos voavam felizes em torno de nosso pezinho de limão.Eles eram livres!
Depois de alguns minutos, cheguei a uma conclusão:
Pelo menos uma vez na vida eu queria voar.
Sim, voar!
Não importa o lugar, só qro voar!
Voar como um pássaro, assim, sentiria o vento tocar suavemente meus cabelos, envolver meu corpo e terminar em meus pés, então, outra corrente de vento se inicia.
Voar, com os braços abertos e as mãos projetadas para frente, assim como faz o super-homem.
Voar, e avistar pessoas como se fossem formiguinhas andando pela cidade.
Voar, sentir a liberdade de ir aonde eu quiser sem ninguém dar palpite.
Voar, e sentir os aromas da terra molhada e das flores recém-abertas.
Voar, ficar com a cabeça sem pensamentos por durante um minuto, e simplesmente VOAR!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A mais bela palavra do mundo

Hj cumpri meu ritual sagrado de dormir de tarde...sem querer, acabei dormindo na cama de meus pais enquanto assistia Dr. House.
Acordei e já era de noite mas como preguiçosa de carteirinha, decidi ficar deitada de baixo do cobertor com a luz apagada e comecei a pensar sobre PALAVRAS.
Palavras...sentimentos humanos que saem pela boca, pensei tentando achar uma definição lógica .Mas qual será a palavra mais bela?
Seria a própria BELEZA? Mas... Beleza não é tudo, falta algo!- disse a mim mesma...
Seria, então PAZ? A Paz é bela mas não a palavra mais bela...
AMIGOS? Ah existem muitos amigos bons, mas a desiluzão de um amigo dói e vc descobre q ele não era tão amigo quanto dizia ser...
Que tal LAR?Lar é belo, é acolhedor é bom... mas nem todo mundo tem um lar bom... algumas pessoas sofrem em suas próprias casa ( Lembrei-me da Isabella Nardoni...)
DINHEIRO? É um luxo! Tudo do bom e do melhor, sempre no capricho! Mas me lembrei de que muitas pessoas matam e morrem por ele...
Puxa... como é difícil achar uma palavra assim... nesses conformes...
Mas será que ela existe?
Será que é melhor ainda um conjunto de palavras belas?
Quais seriam elas?
Cheiguei a uma conclusão:
As três mais belas palavras , com o melhor do sentimento do homem:
“EU TE AMO”...

terça-feira, 15 de abril de 2008

O Pavão é um arco-íris com plumas

"O pavão é uma arco-iris com plumas"
Essa frase me intriga!
assim que a li, começei a pensar o qnto o pavão é majestoso e lembrado pelo simples fato de ser belo.A fêmea, (pavoa) nunca é lembrada somente por ser cinza.
Sejamos francos: a mais bonito é sempre o mais valorizado, mas será q a beleza é tudo?E quem será que se lembra da pavoa?
Será feio ser normal?Ou será errado ser cinza?
Claro, nem todo mundo ama o pavão.
Por ser tão exuberant a muitos causa insegurança ou estranhesa pelo fato de ser diferente.
A questão é: ser diferente pode tanto agradar ou provocar comentários alheis de quem o julga.Por isso, esteja semprepreparado e não se chateie com o que dizem para vc...se amando, as pessoas ao seu redor te amarão também e o melhor: vc aprenderá o q é amar de verdade! ;D

domingo, 6 de abril de 2008

Chuck Norris vs Dercy Gonçalves

Hj eu fui no Anime ABC, um evento de anime patrocinado pelo Animax...
Foi mto bom, a chuva atrapalhou um pouquinho, mas tudo bem...
Lá é bem comum se ver um pessoal andando com plaquinhas escritas alguma besteira ou frase engraçada mas uma em especial, chamou minha atenção, ela dizia: “ Não fume, Chuck Norris odeia fumaça!”. Fiquei pensando sobre o Chuck... Com certeza vc já ouviu falar de alguma frase sobre ele, como “Vc não encontra Chuck Norris, ele encontra vc “
O q mais me admira nele é q ele não morre e é lembrado por isso... Mas somente pq é americano...
Pô brasileiros! Valorizem mais o q está aqui.... ou pelo menos finja!
Não entendeu? Eu explico: a Derci Gonçalves não morre fala palavrão pra cara*** e é muito fodona! Mas qm se lembra disso?O.o
Ta certo, concordo q as bandas de lá são beeeem melhores, mas a cada 10 brasileiros, 6 querem morar nos Estades, aliás, eu qro morar lá mas como estou no Brasil, me contento com a merda q é aqui mesmo...

sábado, 5 de abril de 2008

A Chuva

Hj choveu mto... Mais enquanto chovia, decidi olhar pela janela somente pq eu naum tinha mais o q fazer...
Fiquei um tempão olhando a chuva cair sobre os vasos de plantas de minha casa, que eram descobertos, sendo assim, atingidos pela água. Nesse impasse, a chuva caia, batia neles e espirra para cima, como se quisessem voltar para o céu.
Fiquei tanto tempo observando-as q minha mente parecia estar em câmera lenta, e naquele momento, a água parecia ter vida própria e o mais estranho é q eu parecia entendê-la.
Era como se a água caísse do céu por obrigação, como se ela sentisse dor quanto sofria o impacto da queda em vasos rijos, como se ela tentasse voltar para seu lugar, o céu.
Mas mesmo assim, deveria ter paciência e esperar a hora certa para evaporação e voltar para seu lugar.
Me comovi pq era mto parecido com nossas vidas: Ao nascer, nós somos obrigados a sairmos dos úteros de nossas mães, e sentimos muita dor por “cairmos” nesse mundo rígido e para muitos ruim. O choro, o berro talvez expressem naum somente a dor, mas a vontade de voltar para aquele seguro útero de nossas mães. Ao crescermos, tomamos sentido da vida e nos conformaremos até o dia de nossa morte, onde voltamos para aquele lugar a qual chamamos de LAR.

sábado, 29 de março de 2008

Mente vs Coração

Pq as pessoas idolatram tanto o coração e se esquecem da nossa dádiva: a mente?
Acho que a mente é muito mais importante , mesmo porque sem ela nós seres humanos não teríamos evoluído de um australopithecus...A mente nos faz evoluir cada dia mais, e nos designa o caminho mais lógico para as coisas darem certo.
Então, de repente aparece o intrometido do coração!Ele toma um caminho totalmente diferente da mente, o que nos confunde, mas no final das contas sempre fazemos o que ele quer...
As vezes temos sorte de segui-lo e dar certo mas nem sempre é um caminho muito confiável e inteligente, mesmo pq sem qualquer previsão ele pode tanto nos deixar felizes quanto nos magoar profundamente!
É por isso que eu digo que o coração não pensa e parece que nós também não, já que o seguimos...
O coração nos ilude com uma vidinha perfeita e com pessoas sorridentes, mas preste mais atenção na sua mente, talvez ela esteja querendo te dizer o que realmente está acontecendo...

terça-feira, 25 de março de 2008

Instinto de Liderança

Hoje na aula de história um grupo foi se apresentar e foi a maior confusão!
O professor disse várias vezes que o mais importante para tirar nota com ele é tendo o controle da sala, liderando-a.
Começei a pensar se ser líder de algo é uma coisa que se aprende ou se é algo que se nasce...Um dia, li em uma revista canina que os cães nascem com essa liderança e que a mesma é instintiva.
O que mais me intriga é que ser líder é uma responsabilidade tremenda e vc se torna responsável pelas cagadas dos que vc lidera e mesmo assim temos essa sede de poder e essa vontade de mandar em algo...
Será que para ser líder é egoísmo?Será que as pessoas gostam de ser mandadas por "líderes"?Como se torna lider de algo, sendo bom demais ou ruim demais?O que será pior: ser líder ou pisar na merda?

Dúvidas...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Canetas Multi-cores

Cuidado!
Existe uma ameaça onde vc nem imagina!
Hj, na aula de matemática, eu estava suuuper entediada e comecei a morder minha caneta multi-colorida. Ela estava na cor azul e eu (como burra que sou) mordi a cor verde que fez a cor azul bater na minha boca deixando-a enchada até agora!
Por isso crianças, o aviso:
Cuidado com o que vcs brincam! Acidentes domésticos são numerosos!

moral da história: Vc ganha mais se prestar atenção na aula de matemática...

terça-feira, 18 de março de 2008

Mel

Hoje tive um sonho terrível! sonhei que a cachorrinha da minha tia, a Mel estava mal...
Ao sair da escola, decidi dar uma passadinha lá.Como sempre, a primeira coisa q faço qndo chego é dar um afago na Mel.
Mais ela não apareceu...Senti falta e quando vi, ela estav morta no cantinho.
Na hora minha tia nem acreditou, disse que a coitada estava bem até um pouco antes de eu chegar...
Eu me acalmei e decidi ir olhar para a varanda, logo, comcei a pensar...
Comçei a pensar como os cães são fascinantes!
A Mel, apesar de muitas vezes ignorada por seus donos, nunca deixou de amálos....Assim como todos os outros cães.
Pensei, então, que os cães PERDOAM. Por pior que sejam seus donos, sempre gostarão deles!
Pensei de novo, e cheguei a conclusão que cães CUIDAM.Jamais abandonam seus donos!
Pensei novamente que cães CHORAM.Sentem juntamente com o dono a sua dor, e tenta amenizá-la.
Mais acima de tudo os cães AMAM. Sem nos descriminar e nunc nos abandonam.Se nós, humanos, fizéssemos como tais, o mundo seria melhor...
Talvez pq haja carência de AMOR!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Dia da faxina

Por quê será q o dia da faxina é sempre tããão chato??
Hj minha mãe encheu meu saco para limpar meu quarto...Ela dizia que não dava nem para entrar lá dentro ( e de fato... =P)
Eu disse que iria limpar, mais acabei deitando na cama olhei para meu livro de cabeceira e decidi ler.
Era o livro do Shakespeare, do qual o título era Hamlet...Sabe como é... A professora mandou lermos esse livro, no início, achei um saco mais acabei gostando...
Decidi ler primeiro o resumo, só pra saber do que se tratava a história e acabei descobrindo que fala de um príncipe (o Hamlet) que descobre que seu pai que era rei da Dinamarca fora morto pelo seu tio atual rei da Dinamarca.(claro, resumi bem!)
Acabei adormecendo e tive um sonho muuuuito estranho!
Eu sonhei que eu era rainha da Dinamarca e mandei meus súditos cozinharem para mim um yakissoba e de sobremesa um sorvete de pistache.
Enfim, acordei e desci mais não tinha yakissobe... já tinham comido tudo! Eu fiquei P. da vida!
creio que vou dormir e sonhar de novo com meu querido yakissoba....
Ah! quase me esqueçi! Já limpei meu quarto! ^~

sábado, 1 de março de 2008

Chocolate

A Páscoa vem chegando e a primeira coisa q vem em minha cabeça é CHOCOLATE.
eu aaamo essa coisinha!
pra mim vale de todos os tipos: preto, branco, trufado, com castanhas, frutas.....huuum!!!
mais ando um pouquinho triste descobri que o chocolate me traiu!Atualmente, tenho 15 anos e nunca tive problema com espinhas, até agora...
Olho no meu espelho e lembro de um Chokito, por isso descobri q vc é realmente o q vc come! minha cara parece um Chokito Branco!
ainda para piorar minha situação, cutuquei elas, viraram bolas marrons saltadas e gigante s e para piorar minha situação, tem o nome popular de casquinha, ou seja, eu me sinto muito atentada a cutucar mais ainda.....

Vida cruel!
Será q terei q sacrificar o meu querido chocolate para ser Bonita???

Ó céus.. Ó vida...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A janela da Imaginação

Hj abri a janela do meu quarto e avistei muitas casas.
Começei a me lembrar de quando eu era criança e toda vez que eu abria a janela, eu via um lindo monte verde repleto de árvoresEu o camava de " Monte dos Sonhos" onde eu sempre quis ir, mais minha mãe nunca achou q o meio do mato seria um local apropriado para sua filha pequenina.
Hj, me dá um aperto no coração ao ver q tanto verde foi desmatado, e em seu lugar, casas de um povo q nem liga para o planeta onde moram...
Fiquei um tempão sentada na janela olhando para aquele monte e tentando imaginar como ele era antes, somente para confortar minha revolta...
Cheguei a conclusão q imaginar não vai melhorar as coisas, q eu tenho q agir e não somente pensar.....
E vc? O q fará para melhorar esse planeta carente chamado Terra???

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sangue

SHj saí com minha mãe e li em um cartaz:
“Meta da campanha de doação de sangue atingida!140 bolsas!”
Comecei a pensar como isso é pouco! Com tanta gente no mundo, dá até para aumentar esse número!Mais pq será q as pessoas se recusam tanto a ajudar o próximo?
Cada gota de sangue pode ser comparada a cada gota de vida...Pq não ajudamos a mais alguém a te mais vida?
Logo, comecei a olhar para o céu e a refletir sobre pássaros.
Pq será q nós seres humanos insistimos em acabar com eles?Será por inveja?
A primeira coisa q vem em minha cabeça qndo vejo um pássaro é como são livres!No céu eles têm o privilégio de sentir o vento passar da cabeça envolver o corpo e passar pelas pontas dos pés.
Comecei a pensar como temos o livre arbitro e mesmo assim nos sentimos tão presos...
Acho q somos prisioneiros de nós mesmos e cegos por nossos problemas do cotidiano.Quem sabe se nossa principal preocupação fosse aproveitar a vida ao invés de somente criarmos aos outros a ilusão de que somos melhores?
Egoísmo nunca nós levará a nada, aliás, somos seres com o mesmo direito de viver e merecemos a igualdade sem a porcaria do orgulho...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Simples e Belo

Ontem qndo saí da escola, sentei no banquinho do paço esgotada!
Olhei para o lado e vi uma mãe e seu bebê.O menininho era uma graça mais do nada começou a dar risada e saiu em desparada.A mãe assutada correu atrás de seu filho até q ele parou apontou para uma folha e riu novamente.
O fato era que, uma folha havia caído de uma árvore,e o menino achou super engraçado!
Levantei e segui meu caminho...Começei a pensar:"Pq será q o menino havia achado graça em uma folha no chão?" Lembrei de qndo eu li o livro " o mundo de Sofia", onde dizia q os bebês por não conhecerem a vida acham tudo fascinante, mais qndo crescem se acostumam com os acontecimentos, ficando entediados.
Ah!Tá explicado!
Deve ser por isso q a vida pra mim é tão sem graça! Logo, cheguei a conclusão de q deveria reparar mais na minha vida e q o mais simples pode ser o mais incrível e fascinante.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fofo

Prazer, meu nome é Fofo. Eu sou um travesseiro, ou melhor, o Travesseiro da Nath.
Decidi falar sobre ontem...
Ontem de noite, eu estava jogado no chão um lugar mto desconfortável, até pra mim q sou o Fofo.Logo, ouvi passos e então senti alguém me levantando. Era a Nath...
Ela me jogou em sua cama com muita raiva, e me colocou em seu rosto e começou a gritar...hum...mais para abafar o som...
Se eu tivesse tímpanos, jah teriam estourados!
Logo ela me abraçou e ficou olhando para mim...
Tirou minha capa e trocou por uma de zebrinha, q por sinal é linda!
Ela me colocou suavemente em sua cama e apoiou sua cabeça em mim, e qndo me dei por mim, estava todo molhado...
Eram suas lágrimas...parecia uma cachoeira!
Depois de mto tempo assim ela se virou e disse poucas palavras, mas como se fossem muitas: “Pq tudo tem q ser assim?”
Ela abriu a janela do quarto e olhou para aquela imensidão azul escuro onde garoava suavemente.
Reparei em sua face e era como se ela me dissesse : “ Só tenho vc”.
Ficou assim por muito tempo até q ela fechou a janela me abraçou de novo e disse:” Pq eu escolhi assim.”
Colocou-me com cautela em sua cama , apoiou sua cabeça em mim e, enfim, adormeceu com as marcas de várias lagrimas q correram em seu rosto.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Decepções são passaportes para o futuro

De certo modo,decepções são necessárias.Ai vc me pergunta:Pra q?
Bom.. elas nos dão experiencias para driblar o nosso fracasso e nos faz pensar muito mais antes de agir.
Hj, no curso,ouvi a frase:"Esqueça as decepções, depois me ensine como".Pergunta: Pq naum as esqueçemos? Tvz pq elas sejam tão importantes q nem qrendo conseguimos fazê-lo.
Eu não concordo pois então cometerei a mesma cagada de antes.
Acredito na frase:"Decepções são passaportes para o futuro", já q elas 'quebram' o nosso orgulho e nos faz mudar de atitude para concluir a meta desejada e assim chegar ao tão sonhado futuro.
Por isso, naum olhe sempre os lados negativos...Pense : até a maior desgraça tem uma grande virtude:EXPERIÊNCIA!
e lembre-se: tdo tem um lado bom mesmo q seja ele pequenino...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A pior pessoa do mundo

humor atual: triste

Hj eu estava voltando da escola e passei próximo de um farol.Vi um menino q deveria ter uns 10 anos...
Ele fez um malabarismo com 3 bolinhasde meia: uma azul, uma marrom e outra preta.Depois do humilde espetáculoo menino perguntou aos motoristas se merecia um trocado.Sem mto sucesso, perguntou tbm aos pedestres, incluindo eu.
No momento eu naum tinha nda além de lembranças, como aquela em q um dia enquanto eu passava em frente ao supermercado e vi em uma esquinha uma garota.
Suas roupas pareciam trapos e ela estava descalça sem nada além de um filhote vira-lata canino.
O q me fascinou nela, foi q apesar de naum ter nada sorria como se tivesse tudo sem ligar para seus problemas.
As únicas coisas q ela tinha era o canino e a esperança e mesmo assim, um radiante sorriso no rosto.
Logo pensei como eu tenho tudo mas ao mesmo tempo naum tenho nada...E nem se esse meu "tudo" eu valorizo.
Naquele momento, me senti a pior pessoa do mundo...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ladinho Cigarra 18.02.08

Humor atual: Pensativa

Enquanto andava pela rua, pensei comigo mesma:
“Ufologia... q merda é essa?No dicionário estará escrito:’Ciência q estuda ETs’.
é um assunto mto polêmico, mais acho q acredito em ETs...Fico olhando para o céu na esperança de ver um.É como se eu dissesse:’Hey! To aqui!Me leva desse lugar q eu naum agüento mais!”
Em instantes, cheguei na padaria e comprei dois chicletes a balconista me disse na maior má vontade:”seu troco”.Puxa... mais custava fingir ser educada?Acho q ela nem olhou para minha cara!Além disso, me deu os de sabor morango qndo havia pedido de menta, mas fingi q estava todo certo só para naum arranjar confusão.
Naum demorou mto e eu já estava pensando de novo...
“Cigarras!É incrível como elas cantam com tanta disposição sabendo q vão morrer.E alem disso, vivem tão pouco!
Mesmo sabendo q o tempo é tão curto para elas, nunca desistem.Lutar para se salvar e aproveitam cada segundo de suas vidas.Ás vezes é bom mostrarmos nosso lado cigarra e tentam mudar o mundo, mesmo reconhecendo nossas desvantagens...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Inaugurando...

Ah... Finalmente fiz meu blog...
Aí vc me pergunta: pra quê?
Bom... eu poderia compartilhar com mta gente o q eu faço da minha vidinha...
Afinal, não sou daquelas pessoas q sai por aí falando tdo o q sente..E desabafar é mto bom , neah?
hehe
A partitr da próxima segunda, meu blog (espero) estará completamente terminado...Volta aki segunda vio?
BJoO