sábado, 5 de abril de 2008

A Chuva

Hj choveu mto... Mais enquanto chovia, decidi olhar pela janela somente pq eu naum tinha mais o q fazer...
Fiquei um tempão olhando a chuva cair sobre os vasos de plantas de minha casa, que eram descobertos, sendo assim, atingidos pela água. Nesse impasse, a chuva caia, batia neles e espirra para cima, como se quisessem voltar para o céu.
Fiquei tanto tempo observando-as q minha mente parecia estar em câmera lenta, e naquele momento, a água parecia ter vida própria e o mais estranho é q eu parecia entendê-la.
Era como se a água caísse do céu por obrigação, como se ela sentisse dor quanto sofria o impacto da queda em vasos rijos, como se ela tentasse voltar para seu lugar, o céu.
Mas mesmo assim, deveria ter paciência e esperar a hora certa para evaporação e voltar para seu lugar.
Me comovi pq era mto parecido com nossas vidas: Ao nascer, nós somos obrigados a sairmos dos úteros de nossas mães, e sentimos muita dor por “cairmos” nesse mundo rígido e para muitos ruim. O choro, o berro talvez expressem naum somente a dor, mas a vontade de voltar para aquele seguro útero de nossas mães. Ao crescermos, tomamos sentido da vida e nos conformaremos até o dia de nossa morte, onde voltamos para aquele lugar a qual chamamos de LAR.

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