sábado, 31 de maio de 2008

A menina e o gato


Era uma noite fria de inverno. Tão fria que os vidros das janelas da vizinhança ficaram esbranquiçados.

Mesmo assim, uma manina andava por aquelas bandas.

A rua estava deserta e tudo estava muito escuro. Mesmo com medo, a menina decidiu terminar seu percurso.

Algumas senhoras apoiaram-se na janela e ficavam se perguntado o que uma menina fazia na rua naquela hora da noite.

Mas a menina continuou andando, sem hesitar. Seu único companheiro era um gatinho preto .

Depois de sua longa jornada a menina parou em frente ao único poste de luz que havia encontrado. Porém ele estava quebrado.

As senhoras continuaram não entendendo como a menina continuava andando no escuro, até que uma delas perguntou:" Desista menina! Está escuro demais para continuar! Volte para sua casa e espere até o sol nascer!".

A menina parou, virou-se para a senhora e disse: " Esperar pra quê? Posso fazê-lo hoje... Não me importa se está tudo escuro, aliás, poste nenhum tem a luz que eu tenho nem mesmo tem a luz que me faz continuar mesmo sabendo das minhas dificuldades. Essa luz se chama ESPERANÇA."

A senhora calou-se e voltou a dormir.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Maldito Cotidiano


Um dia, sentei-me num banquinho de uma praça, decidi refletir.

Depois de alguns minutos reclamando de minha vida mentalmente, decidi me levantar e seguir meu percurso.

Ao dar o primeiro passo, coloquei minhas mãos no bolso da calça jeans e achei um papelzinho amassado.Decidi abri-lo.

Nele estava escrito uma espécie de cronograma do meu dia. Tinha horário para tudo; desde provas de geografia até o dia do dentista.

Enquanto andava, fiquei pensando por que que acontecimentos de minha vida tinham hora marcada.

Também, se seguisse meu dia não teria nem graça...

Por isso, joguei o papel fora em um desses lixos públicos e continuei andando.

Naquele dia não estudei para a prova e nem fui ao dentista. Naquele dia mudei o corte do cabelo. Naquele dia troquei de perfume. Naquele dia decidi mudar.

Naquele dia recortei os rostos de celebridades da novela das oito

impressos no papel da revista semanal e os colei no gibi da Turma da Mônica.

Naquele dia decidi que a vida não teria graça se fosse tudo previsível... Naquele dia decidi fazer tudo o que achei que não aconteceria... Naquele dia eu sorri.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Marionete

Ouvi um estrondo. Eu não sabia por onde ele veio, mas sabia que ele estava por perto. De repente ficou tudo escuro. Desmaiei.
Acordei num emaranhado de fios presas por todos os membros de meu corpo.
Virei um marionete.
Naquele momento, percebi que não tinha mais direito de minhas próprias escolhas; agora sou mandada por um homem de capuz negro, cuja identidade eu não conhecia.
Subi no palco. Minha visão era de pessoas se divetindo, mas eu estava vivendo em depressão profunda. Eu sabia que os aplausos não eram para mim.
"Ria! Mecha-se! Ande!"-eles me ordenavam, eu não tinha outra escolha, a não ser obedecer e prever meu fim.
Ninguém sabia o que acontecia nos bastidores. Eles me obrigavam a ser o modelo perfeito de uma pessoa. Tentei explicá-los que a perfeição não existe... Ninguém quis me ouvir.
Trancaram-me num baú antigo. Por ali fiquei dias.
"Será que eles me esqueçeram? -pensei. Não... somente deixei de ser a protagonista do show... Não sou nem ao menos uma figurante... Não sou mais nada.
Depois de muitas luas pensado na fuga perfeita descobri que não havia por onde fugir. Entrei em desespero. Enrosquei uma das linhas em meu pescoço. Não pude me matar, agora sou um mero objeto.
Ao chegar nesta conclusão, lembrei-me do tempo em que eu poderia rir e as lágrimas corriam pelo meu rosto, hoje de madeira.
Só me resta ficar trancada neste baú, esperando que alguém se lembrar daquela velha marionete que ninguém quer tem mais notícias...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Aquele Velório

Havia um velório.
Um velório diferente. Havia somente meia dúzia de pessoas em volta do caixão. Nenhuma delas chorava.Elas comentavam umas com as outras a suposta desconhecida causa da morte de alguém tão saudável. “Seria mero sofrimento?” - pensei.
As flores eram rosas avermelhadas murchas, enfeitadas com fungos. Seus espinhos estavam cortados; sua beleza se fora.
O caixão era de carvalho, grande e tingido de negro. Ele tinha uma cruz no meio e sobre ela um homem crucificado.
As coroas eram grandes, velhas e fedidas. Elas não tenham nenhuma dedicatória ao defunto.
Dei alguns passos curtos em direção do caixão e ouvi um sussurro: “Ela poderia ter mudado enquanto ainda tinha tempo...”
“Então é uma menina!” - pensei. Dei mais um passo e vi a defunta com um vestido negro coberta por margaridas.Elas estavam com as mãos geladas e com as pontas dos dedos meio arroxeadas. Dei mais um passo e vi seu rosto; um rosto que expressava a tão sonhada paz. Ela tinha os cabelos negros e um pouco de algodão no nariz.
Depois de um bom tempo admirando a defunta, ouvi mais um comentário: “Onde ela está agora? Será que ela está nos vendo agora?”.
Curiosa, decidi ver a identidade da menina e fui em direção ao painel.Li meu próprio nome.
Fiquei assustada. Meus olhos confundiam minha mente.
Coloquei os dedos sobre meus pulsos e percebi que estavam com cortes profundos.
Eu havia me matado.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O castelo

Havia uma moradia. Eu não sei de quem, mas ela estava lá.
Ela não é feita de concreto, tijolos ou madeira. Mas sim de areia.Ela está lá já faz um bom tempo.
Ninguém sabe como ela resistiu tanto tempo mesmo sendo de um material tão frági... Mas ela ainda está lá.
Ninguém sabe quem a fez... Mas ela foi feita com muito carinhos, repleta de caprichos.
Ninguém sabe o motivo dela estar lá, mas ela continua lá.
Sabem somente que ela está localizada num lugar onde só há água salgada, sol e muita areia.
Eu não sabia quem a tinha feito, até olhar para minhas mãos sujas de areia e me lembrar daquele dia em que tudo que vinha de mim não passavam de sonhos. Naquele dia, decidi torná-los um pouquinho próximos da realidade, fazendo um castelo.
Mesmo com a brisa se tornando cada noite mais forte e a maré cada manhã mais alta , o castelo permaneceu lá. Basta olhar para trás e perceber que não posso deixá-lo desmoronar, pois o fiz com minhas próprias mãos e meus próprios sonhos.
Quem sabe um dia eu realize todos meus sonhos e para me lembrar de minha luta, bastará passar por esta praia e enfim direi a mim mesma : "Eu venci!".

terça-feira, 13 de maio de 2008

Olhos Azuis

Dentro de minha cabeça mora uma menina.
Ela é muda. Não por deficiência, mas por que ela não tem ninguém para conversar. Ela tem os olhos azuis , assim como a pura água das nascentes.
Ela costuma andar num campo onde sempre está sozinha. Ela costuma se deitar na grama e sonhar com a história perfeita.
Em um desses momentos de nostalgia ela avistou de longe uma colina. Ela rapidamente se levantou e decisiu explorar aquele pedaço de terra desconhecido.
Pela primeira vez ela vê pessoas como ela. A menina sentiu uma enorme felicidade aquecer seu coração, pois ela percebeu que não estava mais sozinha.
Ela ficou parada observando-os . Mas somente conseguiu ver pessoas morrendo e muito sangue. A menina entristeceu-se e começou a chorar.
Era sua primeira vista dos humanos e já sentiu medo.
A menina saiu correndo . Seus pés descalços amaçavam a grama deixando marcas de seus delicados pes.
Em sua alma brotavam lágrimas que fugiam pelos seus olhos azuis.
Enfim ela estava só.
Daquele dia em diante, a menina decidiu mante seus olhos fechados para sempre e seus lábios eternamente mudos.

sábado, 10 de maio de 2008

O amor é somente...

Somente uma coisa ficctícia criada pelos poetas para descrever um caso de frescurite aguda!
O amor não existe! Pelo menos para mim...
Amoe é somente uma palavra enganadora, que dizemos uns aos outros para tentar preencher o espaço vazio em nossos corações...
Não se iluda...
O amor não existe, ou pelo menos deixou de existir para mim!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Briga de amigos

Tem coisa pior do que briga de grandes amigos?
Provavelmente você não saiba, mas quando estou nervosa com uma pessoa que realmente gosto, o que eu faço é sair correndo para ficar sozinha, senão ( com o pavil curtom que tenho) mando todo mundo para o inferno, o que é beeem pior!
Por isso, sofro muito. Se fico eu brigo com eles , se saio eu guardo minhas mágoas...
Realmente não sei o que fazer...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Não tente me entender

Meus desejos são somente pensamentos de uma criança indecisa.Não sei exatamente o que eu desejo, somente sei que o desejo.
Mas, nesse caso, tento encontrar um pedido lúcido dentro de mim, mas o que encontro é somente tristeza.
Tristeza que até parece não der definição, mas ela existe, só tenho que encontrar a razão.
No momento, meu coração está dividido em várias partes, mas uma me intriga: os meus desejos.
Desejos que brotam em meu coração e chagam até minha mente, mas eu não sei o que eles querem dizer.
Será que são desejos bons? Não sei... Não sei se meus desejos são egoístas, não sei o caminho que eles seguem, somente sei que são exclusivos de minha pessoa.
Não sei meus desejos me farão bem, mas não posso fugir deles.
Tento compará-los a algo que já existe, assim poderei compreendê-los, mas como o farei sem antes compreender a mim mesma?
Como poderei correr em direção oposta de meus desejos?
Uma coisa eu não nego: os desejos fazem parte de mim... Mas minha crise de identidade fala mais alto no momento, o que me resta agora é chorar.
Derramar lágrimas negras que percorrem meu rosto em busca de um lugar mais feliz que meus olhos, em busca de algum lugar onde haja esperança.
Elas fogem de dentro de mim e não posso controlá-las, talvez tenham vida própria.
Talvez sejam meus desejos em forma concreta, onde consigo interpretá-las como dor.
Chego à conclusão de que meus desejos somente me causarão dor, mas uma dor inevitável...Talvez uma dor que eu procuro para tentar esconder minha infelicidade.
A dor que esconde minha verdadeira face , causando esta minha crise de identidade contínua...

Picadeiro do Inferno


Vejo sangue de inocentes que não podem escolher o caminho de suas vidas.Eles correm na tentativa de salvarem suas vidas, mas em vão. O laço é mais veloz.

O sangue escorre e a morte os visita.

Ganham o presente maldito: a morte antecipada.Lágrimas negras cobrem o picadeiro do show de horror. O sorriso tomam conta dos autores da obra maldita.

viva o picadeiro da cor do sofrimento, o vermelho!

Viva os dias de glória dos artistas do sofrimento alheio!

Viva nosso mundo sem piedade!

Viva!

E que nas mentes dos espectadores fiquem as lembranças do dia de alegria dos sanguinários e a tortura dos inocentes!

Tudo causado pelo dinheiro e pela fama...

A desgraça já chegou à cidade!

Venham todos, senhoras e senhores! O show já vai começar!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cidade Suja

Hoje decidi voltar da escola a pé.
No caminho, passei pela rua mais movimentada da cidade.
Decidi observar atentamente tudo o que se passva por ela. Fiquei muito triste, já que o que eu mais pude ver eram pessoas estressadas. Elas faltavam com respeito umas com as outras.
Enquanto eu refletia sobre isso, um homem mal-humorado me empurrou (parece que de propósito) e xingou a todos os que por ali passavam. Onde foi parar o respeito?
Eu estava indignada! As pessoas não se respeitavam!
Eu estava triste principalmente pq eu não sabia que esse planeta era assim... Se eu soubesse, nem teria dewsejado nascer...
Mas eu não deveria pensar assim, já que estou aqui para algum motivo: fazer a diferença!
Minha vontade naquele momento era de sair correndo daquele lugar e ir para algum canto sozinha, no silêncio, somente eu e meu pensamento que parece ter vida própria. Mas eu precisava estar lá... Talvez o destino só queria me mostrar a realidade, para eu abrir meus olhos e fazer minha pequena e modesta parte, somente para ver se esse mundo ainda tem jeito...
Quem sabe vc que está lendo este texto possa ajudar também...
O futuro depende da gente...

sábado, 3 de maio de 2008

Hey! É uma Abelinha!

Você pode nem acrediar, mas vc já foi ( ou é) uma pessoas muito criativa!
Quando cranças, não temos medo de sonhar e de mergulhar em nossas próprias fantasias...
Mas...Pq será que não somos mais assim?
Uma vez, em uma aula de física, o professor fez um pontinho de giz na lousa e nos perguntou: " O q vcs acham que é isso?".Todos os alunos ficaram com caras de bobo, mas o medo de responder errado era mais forte, então permaneceu o silêncio, mas somente até o professor questionar:" Até mesmo as crianças do jardim maternal sabem a resposta.".Mas lá ficamos, com um imenso ponto de interrogação sobre nossas cabeças. Até que se ouve uma voz no fundo afirmando ser um pontinho de giz.
O professor tornou a falar:" Elas me disseram que era uma estrela, um miolo de flor, uma abelha... E vcs só me dizem ser um pontinho de giz?"
Sim, era um pontinho de giz, mas tenta imaginar o mico que seria gritar:" é uma abelinha!". Seria um belo King Kong...
Mas pensando bem, eu queria dar minha resposta, que no fim estava certa!
Acho que devo soltar ( ainda mais ) a minha criança interior e falar tudo o que tenho vontade...
Meu vô fazia isso! Ele falava tudo sem parar, até que um dia, a ironia do destino o fez se calar para sempre , e fiquei somente coma lembrança daquela eterna criança que eu tanto me divertia...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quero um Abraço!


Quero um abraço!

Não importa de quem, somente quero um abraço...

Pode ser de urso, aquele bem apertado...

Pode ser de amigo, aquele carinhoso...

Pode ser de mãe, aquele que nos acolhe...

Pode ser coletivo, aquele que sempre cabe mais um...

Não importa! Eu só quero um abraço!

Mas um abraço com sentimentos, um abraço daqueles que eu nunca poderei esquecer... Eu só quero um abraço...

Mas um abraço demorado, daqueles que eu possa sentir o coração do outro... Eu só quero um abraço...

Mas um abraço caloroso, daqueles que me aqueça até no frio do inverno...Eu só quero um abraço...

A parte mais difícil é achar alguem que me abrace! Será que stou perto dessa pessoa? Seré que estou no caminho certo?

Tantas perguntas que não sei responder!

De nada sei... Somente quero um abraço...