terça-feira, 22 de julho de 2008

Flores Mortas

Andei por entre quartos escuros, quartos que se escondiam do mundo real, quartos por onde não se ouviam muitos passos.
Lentamente, me aproximei do interruptor para que me fornecessem luz. A escuridão se fora, deixando para trás uma imagem deplorável. Um quarto que antes fora o mais resplandecente cômodo da moradia, hoje não passara de um simples porão soterrado por lembranças.
Pelo chão, flores em vasos decorados pelas teias de aranhas e vestidos num manto de pó. Flores podres mal cheirosas que antes foram a mais apreciada decoração da casa. Flores que antes custavam uma fortuna, hoje não passam de restos mortais de uma beleza vivida num jarro de porcelana.
O quarto tinha cheiro de passado, onde lembranças de outras vidas possuíram minha mente, fazendo-me sentir calafrios onde minha espinha tremia e gemiam meus dedos de frio.
Levei minha mão de encontro com a maçaneta e fechei aquela porta que chorou com o adeus ás lembranças de uma vida em que não vivi.

15 comentários:

Max Psycho disse...

Nossa que texto fera, eu com certeza me identifiquei, pois escuridão sempre me atraiu, parabéns menina

Flá Absolut disse...

Lindo, triste, inteligente...... parabénsssssssss

Paulo, disse...

você bem, muito bem

:D

Victória D. disse...

Eu entrei na comunidade lá, de blogs, e nem iria comentar no blog acima, nem deixar o meu lá. Entrei só para dar uma olhada, mas quando vi que o seu era o último, corri para responder o tópico e vir aqui, o nome me atraiu.

Já escrevi um texto assim, não tão bom, claro. Porque a base do seu é isso, e a base do meu não era, só uma conseqüencia. Escreveu de uma forma sutil e direta. Eu gostei. Parabéns.

Abraços.

Maiara Maria disse...

E de Bernardo Soares você gosta?

Dragus disse...

Só esqueceu de apagar a luz ao sair. =p

Isso te obrigaria no mínimo a voltar para apagar a luz e ter que relembrar tudo de novo, mas o quarto continuaria ali, quieto e esperando.

Everaldo Ygor disse...

Olá...
As flores estão mortas, mas a poesia não...
Um belo texto, o passado, a saudade, fazendo o ato da criação jorrar pelo chão...
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/

Letícia Torquette disse...

Vida que não vivi, lembranças que não tive, saudades não sei de quê...

vai entender... ;)

Jonatas Fróes disse...

Achei o texto um pouco pós-contemporâneo e modernista demais. Fica um pouco sem sentido depois de um tempo, mas até que é bacana. Normalmente esse tipo de texto tem um significado maior para quem o escreve.

De qualquer forma, você escreve bem ^^

;*

http://musica-holic.blogspot.com/

Sandro S. dos Santos disse...

Esse texto é bem poético, cheio de metáforas. Parabéns!!!

Carlos disse...

Oi, parabéns pelo texto, vc escreve muito bem.
Gostei do seu blog, vou passar por qui denovo.

http://sinapsemoderna.blogspot.com/

Thamara disse...

Voltei de férias õ/
Tem selo pra ti no meu blog viw ?
Bjaaao

Náison disse...

belo texto.
adoro textos com flores na história.:)

tiss disse...

me identiquei com esse texto, tu escreve bem.
parabens ^^
*;
http://naomefazsorrir.blogspot.com/

Luana T. disse...

Oii
Mt legal seus textos
tri essas idéias assim q vem e vc vai escrevendo *.*
parabén
bjão